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myself


















quarta-feira, julho 21, 2004

 
 
A criação da Julieta:
Em um momento de reflexão percebi que quem escreve aqui não sou eu. É o meu coração, com todos exageros merecidos , e são meus olhos, que relatam de imediato aquilo que vêem.
Aprendi que ao ler um livro, antes de mais nada, deve-se ficar despido, nu. Não, não estou me referindo a tirar a roupa... é se despir dos julgamentos. O livro tem um personagem, um desconhecido, alguém que está exposto a qualquer um que se disponha a ir em uma livraria ou biblioteca. No entanto, por se tratar de um livro, não vamos condenar os personagens por serem quem são. O objetivo do autor é te prender à história, não fazer com que todos amem e se identifiquem com o protagonista (ou seja lá quem for).
Surgiu então a Julieta.
Nunca, ao visitar um blog, tratei-o como um livro... e acredito que ninguém o faz. Entramos com unhas e dentes, prontos para achar um ponto fraco, pra concordar, discordar... até aí nenhum problema. Todos estão livres para dizer o que quiserem dos meus textos. O problema é que, como disse, essa não sou eu. Isso é um livro pela metade, e a pior coisa que existe para um autor (acredito eu) é quando fecham o livro sem terminá-lo e o deixam na estante até que outro curioso se manifeste. Aqui, fechar o livro significa tirar qualquer conclusão antes de um final. A Julieta é a Ju exagerada, é a Ju observadora. Portanto, ela tem , sim, muito a ver comigo... mas vive nos extremos. Ninguém vive em constante alegria, tristeza, prazer ou desgosto. Para se chegar a um equilíbrio é preciso conhecer o peso das coisas. A Julieta (tratando-se de sentimentos e análises) não gosta da mesmice do equilíbrio, e nessas horas pula da balança. Ela sempre está lá em cima ou lá em baixo.
Peço a vocês, fiéis (ou não) leitores, que se sintam livres para dizer o que bem quiserem, e acredito que o fazem... mas que entrem desprotegidos, nus, pois a Julieta não passa de um personagem de um livro sem fim.