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Sabe aquela coisa que te incomoda? Que pisa no seu pé, mastiga perto do seu ouvido e te olha de forma insuportável?
Um dia você fala chega. Deseja não ter passado. Deseja não ter lembranças.
E as pessoas passam a mão na sua cabeça, te dão um abraço forte e te tornam novamente naquele ser estúpido que continua a aceitar aquilo que te incomoda.
Calos sempre vão existir. O salto alto sempre vai te machucar. Alguma coisa sempre vai faltar.
Se minha cabeça fosse um teclado, em uma ação impulsiva eu apertaria o Backspace até que nada restasse. E tudo que um dia foi Julia, seria um espaço em branco na cabeça de todos.
Como disse, isso seria uma ação impulsiva. E, hoje, eu sei que o que se leva um segundo para fazer, afeta a sua vida inteira. Não, eu não apertaria o Backspace.
Eu odeio a minha teimosia comigo mesma. Minha cabeça me manda milhões de mensagens. Eu sei exatamente o que devo fazer... junto forças necessárias para isso, e chego a ficar realmente determinada.
Mas ele, o atormentado passado, já me ensinou que em certos momentos nossa razão vai embora. E os reprimidos desejos e sentimentos que você se dispôs a controlar, quando se vêem livres da razão, tomam conta do seu corpo. Correm, pulam, esquentam seu sangue, e quase matam o seu coração.
Ou seja... você precisa saber como equilibrar as duas coisas. Simples assim.
Simples? Simples o caramba!
Quando a razão reaparece, eu olho para os sentimentos com ar de decepção, e tenho uma vontade imensa de deixá-los de castigo. Presos, surdos, mudos, impotentes. Deixar a razão ser a dona da casa... o que, como já disse, não ajuda em nada... castigos um dia acabam.
Chega, eu não quero concluir esse texto. Não quero perceber que por mais que eu ache uma resposta, a guerra aqui dentro esta muito barulhenta, e nada será escutado.
* Pqp, que vontade de sumir.