html> > Myself or someone like me



myself


















quarta-feira, janeiro 31, 2007


















- Nós somos esses seres complexos, cheios de manias, de traumas, de crenças. Sujos, eu diria. Não reagimos mais espontaneamente. É como se tudo estivesse predeterminado e nós vivêssemos pelo segundo seguinte. Demos o controle da nossa vida a mãos alheias e nos livramos de todas responsabilidades. Escolhemos ser vítimas.
- Vítimas?
- Sim. Vítimas da própria vida. Que sentido faz isso? Existe um mundo de oportunidades, o seu mundo. Bloqueamos a criatividade, matamos o instinto. Por puro e simples medo. Medo de falhar. Medo de opiniões, dos dedos que apontam em sua direção, dos olhares. Medo de conhecer nossos limites, medo de elogios.
- Ninguém teme elogios.
- É tudo que tememos. Não importa o quão ruim você é, mas o quão bom você não é. Chega de parâmetros, de comparação. Ninguém se importa com isso.
- É verdade. Tudo que fazemos na vida é uma tentativa de ser mais amado.
- Amor não preenche vazios. Amor excede.

[Pausa]

- Temos essa mania de negatividade. Pensamos demais, calculamos demais. Determinamos os nossos sentimentos. O caminho sutil esta dentro de todos nós, mal interpretado, ignorado. Escolhemos o difícil.
- Não estou me sentindo bem.
- São os efeitos colaterais da vida que escolheu. Eu me sinto libertado. Eu queria lhe dizer... comece a fazer na vida o que deseja fazer, sem nenhum conselho.
- Nem mesmo seu?
- Nem mesmo meu. As suas respostas, todas as suas respostas, estarão nas tentativas. Um dia não precisará mais tentar.